03 fevereiro 2012

Notas de sexta-feira

Não poderia deixar passar batido. Tirando os jogos, qualquer evento do Figueirense começa com atraso de uma hora no mínimo. É falta de organização da produção em checar a montagem do evento ou é chique esperar? Fora os discursos de babação de ovo desnecessários. Reconhecer é uma coisa, puxar saco e fazer mais do que realmente é outra completamente diferente. Falta de respeito com o torcedor

Vendo da minha cadeira, na hora tive quase a certeza de que o lance do pênalti em cima do Aloísio contra o Metrô não foi absolutamente nada. E hoje, acompanhando pela TV, vi que realmente o jogador se atrapalhou sozinho com a bola. Erro crasso do árbitro.

E esse equívoco da arbitragem no jogo do Figueirense ontem causou uma histeria descontrolada nas Cinderelas Azuladas do Carianos. Teorias conspiratórias brotam aos milhares pela rede. Mais do mesmo.

Até entendo esse tipo de atitude. Afinal para alguns torcedores (principalmente blogueiros) é mais comodo criar  teorias conspiratórias a criticar o ridículo futebol apresentado por seu time até hoje, que sofre pra vencer jogos tranquilos.

De todos os gols anotados (6), um só marcado por atacante, o camisa 10 mal sabe correr com a bola e o destaque do time é um zagueiro-volante-meia caneludo que a cada três jogos fica um de fora. 

E a maior torcida do mundo do Sul da Ilha continua fazendo bonito. Média de público de três mil é de causar inveja as torcidas de BOA, Americana, América-MG e São Caetano. Não é pra qualquer um mesmo!

O meu time tem site oficial e o seu?

Não ter site oficial também conta pro certificado ISO?

Ponto de vista: Figueira até agora

Mesmo ausente por um bom tempo das redes sociais, acompanho diariamente, principalmente, o cotidiano do Figueirense e alguma coisa dos adversários de Estadual. O nível do campeonato é fraco: os clubes de pequeno investimento nunca compram tão mal e os "grandes" patinam no campeonato e fazem exibições muito abaixo do que se espera. Até o dia de hoje, não vi nenhum adversário que tenha apresentado um futebol de igual ou melhor qualidade que o time Alvinegro. Mesmo com esse favoritismo momentâneo, o Furacão precisa melhorar bastante em alguns aspectos para nao repetir a dose do estadual de 2011
A saída inevitável de jogadores (leia-se desmanche) esculhambou com uma das mais poderosas armas do Figueirense nos últimos 2 anos: as laterais. É claro que todos sabiam que seria muito difícil encontrar substitutos à altura de Bruno e Juninho tendo as limitações financeiras que o Figueirense apresenta. Mas os que vestiram a camisa alvinegra até agora não mostraram motivos relevantes e convincentes para serem os donos da posição. Pablo é a má vontade em pessoa. Me passa a impressão de que está aqui contrariado. Parece não ter o mesmo comprometimento com o time como os demais atletas. Fora isso, é fraco na marcação e apoia mal o ataque. E isso não é de hoje. Léo é garoto e tem potencial. É o oposto de Pablo. Porém, acredito que não seja o momento para ser o titular da lateral. Penso que deveria entrar no decorrer das partidas em 2012, ganhar mais experiencia e daí sim, ano que vem se tudo der certo, lançá-lo como titular, até numa forma de preservá-lo e diminuir as chances de queimar uma cria da base. Já na esquerda, Hélder é o que já conhecemos: esforçado, voluntarioso e dedicado. Nada mais que isso. Um bom reserva, no máximo. Resta esperar as estreias de Guilherme Santos e Mario Saldivar e torcer pra que joguem muito mais do que seus companheiros.
Fred parece ser um bom zagueiro. Fez boas apresentações até o momento. O problema é que seu companheiro de posição, João Paulo, não vem dando conta do recado. Desde o início da Série A do ano passado não vive um bom momento. É notório. Não seria a hora de Sandro estrear na zaga do Figueirense?
Vejo as maiores críticas em relação ao meio campo, principalmente na criação. As jogadas de ataque são  em esmagadora maioria pelo meio, o setor fica sobrecarregado e em determinados momentos do jogo o negócio não anda. Ano passado quando acontecia essa paralisação na criação, tínhamos dois laterais que ajudavam a desafogar as jogadas no meio, o que não acontece no elenco atual. O estilo de jogo mudou mas é fato que sofremos com a Maicondepêndencia: ainda não temos o jogador que carimba as jogadas no meio campo, aquele que inicia as jogadas de criação. Doriva, o substituto, a meu ver, pelo que tem apresentado e por suas características, está mais para Túlio do que para Maicon. Com Fernandes, Botti e Roni em condições de jogo, Branco terá mais qualidade e mais opções de esquema. Quem sabe não é um desses três o "novo Maicon"?
O ataque vai bem, obrigado. Mesmo Julio César estando um pouco descalibrado (o que é normal pra início de temporada) é um atleta que dispensa observações. Aloísio mostra que sua praia é o Estadual e deixou sua marca em todas as partidas até agora. Heber é o de sempre e Niel até agora agradou nas vezes que entrou.
Ainda é cedo pra fazer qualquer tipo de avaliação mais precisa do atual time do Figueirense e de Branco. Faltam alguns ajustes para que o time tenha um bom encaixe. Contratações agora? Acredito que não seja necessário. Melhor aguardar as estreias de quem está na espera. Não é garantia de nada, mas até agora temos o melhor elenco da competição. Acredito que com essas peças ajustadas de forma correta nas suas respectivas funções e manter o que vem dando certo, temos condições de fazer bonito neste campeonato.

24 dezembro 2011

Notas de Sábado

  • Me preocupa  a nova composição de time/elenco do Figueirense para 2012: muitas apostas (a começar pelo treinador), jogadores desconhecidos (ou pouco conhecidos), atletas encostados em seus clubes anteriores ou com passagens por clubes de pouca expressão. Não que isso seja algum tipo de garantia de insucesso, mas a meu ver, pra quem afirmou com tanta veemência que o Figueira irá alçar vôos mais altos na próxima temporada, disputando competições em alto nível, não poderia ter montando um time com tantas apostas como tem sido feito até o presente momento. Afinal, apostas são apostas: podem dar certo, ou não.
  • Muitos vão dizer que W.Nem, Julio César e Edson Silva também chegaram com status de aposta no Scarpelli e vingaram. E de fato jogaram o fino da bola em 2011. Porém quem fizer um rápido levantamento de quantos jogadores chegaram neste ano como apostas e quantos deles não renderam (ou nem jogaram), pode chegar a conclusão de que os erros foram maiores que os acertos. Como disse anteriormente, isso não é nenhum tipo de regra ou verdade absoluta. Contudo o quero dizer é que o risco de não dar certo é eminente, visto o discurso acalorado de quem garante e tem tanta certeza do sucesso do clube ano que vem.
  • Não estou dizendo que para conquistar algo maior, a receita seja trazer Lucas, Neymares ou Ronaldinhos da vida, fazer investimentos astronômicos  e loucuras na aquisição de jogadores. Todos sabemos das limitações financeiras do Figueirense. Mas há bons jogadores no mercado, que não são apostas e estão num patamar acessível ao Figueirense. Rodriguinho do América-MG, por exemplo. Matéria-prima de qualidade tem, só depende de quem vê ou de interesses de quem contrata.
  • E o Fernandes? Renovou ou não? Roberto Alves afirma que sim. Até agora nenhum pronunciamento oficial. Por quê já não fazem um contrato maior com o maior artilheiro da história do Figueirense de uma vez e acabam com essa novela que aparece todo fim de ano? A história de que F10 não é rentável por se tratar de um jogador veterano é a maior desculpa esfarrapada do mundo. Partindo desse princípio, por quê renovaram com Túlio, que é um pouco mais velho que Fernandes? Falando em lucratividade, que vantagens financeiras o Figueirense teve até agora com Coutinho, há mais de 2 anos aqui, bem mais novo que Fernandes e apresentando o futebol que todos nós conhecemos?
  • Fernandes provou neste ano que ainda tem condições de jogar em alto nível. Joga o Estadual com um pé nas costas e tem muito a acrescentar ao Figueirense nas demais competições que disputará. E ao contrários do que já disseram, F10 é muito rentável ao clube sim, dentro e fora de campo. Tirando a  inquestionável qualidade técnica do camisa 10, ainda há aquele negócio que muitos chamam de Maketing, não tem? É só saber explorar
  • Uma questão que esqueci de abordar no post passado e não poderia deixar passar batido: Maicon,que foi transferido para o São Paulo, tinha contrato até 2013.Quanto o Figueirense ganhou ou ganhará no negócio? Não vi ainda ninguém se manisfestar sobre valores até agora
  • Perece que querem dizimar tudo o que era da gestão passada. Se for levar ao pé da letra, a limpeza deve começar num nível hierárquico muito mais acima do que estão fazendo...

17 dezembro 2011

Não existe mais bobo no futebol

O futebol evoluiu. Consequentemente, tudo o que gira em volta do esporte mais popular do mundo também evoluiu. O torcedor de hoje não se contenta apenas com a campanha do clube numa competição, quem entra e quem sai do time, quem é o treinador e títulos. Vai muito mais além. Quer se inteirar de tudo o que acerca o clube: finanças, patrimônio, planejamento, gestão entre outros tópicos relacionados ao futuro do seu time. Quer vê-lo crescendo mais a cada ano, sempre de forma sólida e responsável.

Não é exclusividade nossa, mas vejo os dirigentes do Figueirense tentando empurrar a antiga concepção de futebol a todo custo ao torcedor, como se fosse o suficiente e a verdade absoluta. Quaisquer questionamentos, a resposta é sempre a mesma: "temos que entender que a campanha deste ano foi boa". 

E de fato foi. É inegável. Um time que disputava  a segunda divisão, vivendo uma grande instabilidade financeira e administrativa, regressar a elite do futebol nacional, terminar em sétimo colocado, brigando por título e Libertadores até as rodadas finais é algo grandioso realmente.

Mas como será ano que vem? Certamente a torcida quer que se repita a dose. Um time que se destaca numa competição sempre sofre assédio de outras equipes de maior poder econômico. Uma perda ou outra será inevitável. Contudo, por quê não investir na permanência de alguns atletas? Não será  mais lucrativo dobrar o salário de um jogador de bom nível ao invés de trazer dois atletas medianos com os mesmos valores, fora a questão de inchar o plantel? Os que serão negociados, quanto o clube ganhará? Esse dinheiro será aplicado onde? Quais investimentos o clube pretende fazer? Dinheiro próprio? Quem financiará? E a forma de pagamento? Por quê a venda dos direitos de Juninho aconteceu na metade do ano e só divulgada agora?

Quando feitas essas indagações, os dirigentes alvinegros falam por horas mas não dizem nada. Ficamos com aquela sensação de que não obtivemos respostas, deixam tudo no ar, subentendido. Só não entendo por quê fogem tanto pela tangente ao invés de responder com clareza e objetividade perguntas tão simples. O que tem a esconder? Não primam pela transparência? Por quê não compartilhar essas informações com quem se preocupa de verdade é a razão do clube existir?

Abordo esses assuntos não por implicância a esse ou aquele dirigente (ela vem como consequência de promessas e atitudes tomadas pelos mesmos). Cobro porque não quero que o Figueirense passe por maus momentos no futuro e não tenha que relembrar a campanha vitoriosa de 2011 com saudosismo, como se fosse algo difícil e complicado de se repetir. Tivemos um susto em 2008 e quase fomos fadados a viver do passado, quando pensávamos que tudo estava mil maravilhas. A hora de cobrar  é agora, quando a situação está tranquila e favorável. Acredito que aprendemos esta lição.

Como já disse em outras oportunidades, a cobrança será a mesma, não importa quem estiver no comando.O futuro depende do que é feito no presente. Se colhe o que se semeia. Não existe mais bobo no futebol. Principalmente, o torcedor.

13 dezembro 2011

A pergunta que não quer calar

Este post na verdade serve como um complemento ao anterior.
Se queriam apostar em alguém, não querendo arrombar o orçamento trazendo um nome de peso no comando técnico do time, por quê não investiram em Abel Ribeiro ou até mesmo em Marcelo Cabo, ex-auxiliar de Jorginho? Aposta por aposta, fiquem com quem conhece a casa, já que ambos possuem o perfil que a diretoria buscava. É ou não é?

Vamos de Branco


De cara, não gostei do nome do novo técnico do Figueirense. Não era quem a torcida esperava. Por mais que digam o contrário, é uma aposta da diretoria. Branco, que foi um bom lateral esquerdo, é estreante como técnico. Pode-se dizer que é um profissional de sorte: sem qualquer experiência como treinador, seu primeiro clube é um time de Série A. Outros treinadores roem o osso pra conseguir uma chance numa equipe da segundona e nosso novo treinador já ganha de prima um  filé mignon.
Fora de campo, Branco já teve passagens pela comissão técnica da Seleção Brasileira e Fluminense, o que não quer dizer muita coisa. (Renê Weber também já trabalhou nas divisões de base da Seleção). Não é  possível afirmar que será um bom treinador simplesmente por ter trabalhado nos bastidores do futebol. São atribuições totalmente distintas. 
Enfim, seria precipitado fazer qualquer avaliação mais aprofundada sobre Branco, seja positiva ou negativa. Afinal, ninguém pode avaliar o trabalho de quem nunca exerceu a função. O que resta é aguardar o novo técnico, deixá-lo trabalhar e que consiga provar a todo mundo que sua vinda foi um decisão acertada.
Seja bem-vindo, Branco.

12 dezembro 2011

Transparência um tanto quanto opaca

Não interessa quem está no comando, se é fulano ou ciclano. O mais importante é o bem do Figueirense, o sucesso do clube, que deve ter seus interesses acima de tudo e de todos.Parece algo óbvio, sem novidades. Um clube vitorioso, bem organizado, administrado de forma transparente, com caminhos bem traçados e definidos, são reflexos de uma gestão competente e de visão. E isso também é óbvio. É possível concluir, de forma óbvia, que os dois trechos acima estão totalmente interligados. Porém, isso não parece ser tão óbvio a para algumas pessoas, sejam dirigentes ou torcedores do clube.

Apesar da ascensão que o Figueirense teve, a era Prisco Paraíso deixou uma herança maldita ao seu sucessor. Quando a atual direção se propôs a entrar na linha de frente do clube, todos sabiam que seria complicado tocar o clube. Dívidas, contratos de jogadores e parcerias, e assim por diante. E entraram no comando com o discurso de mudança, de terem soluções para os problemas críticos do clube, transparência e de fazer um Figueirense forte e independente , o tal discurso do "não faremos promessas, mas sim, assumiremos compromissos, vamos devolver o Figueirense a sua torcida" .

Mas o que se viu até agora, a meu ver, foi mais do mesmo. O atual presidente segue os passos do antecessor. Os contratos (se é que existem) com os atuais parceiros do clube não foram expostos com clareza. Houverem explanações sobre o assunto, mas nada muito contundente, tudo muito superficial e que geram dúvidas em alguns pontos. O caso Héber é um grande exemplo. O alvinegro detêm os direitos econômicos do atleta  mas está registrado em um outro clube e emprestado ao Figueira. Informações desencontradas ou pouco claras referente a aquisição de percentuais de alguns jogadores. Se clube trabalha financeiramente no limite (os próprios dirigentes dizem que o Figueirense é deficitário) como, quem e de onde vem esse dinheiro, que gira na casa de 5, 6 dígitos? Não são valores que possam ser desprezados. E o projeto da Arena Scarpelli? Passam os meses e a cada pronunciamento oficial uma data diferente sobre a apresentação do projeto.
Fora a parte econômica, o poder parece ter subido a cabeça do sr. Nestor Lodetti. Incorporou literalmente o manda soltar e manda prender, ou o "quem manda aqui sou eu e o resto obedece". E quem pensa diferente  ou não concorda com as idéias é tratado como herege, judas ou na melhor das hipóteses, pessoas que não estão comprometidos com a causa.

Prova disso foi a atitude (ou a falta) com Ney Pacheco. Infelizmente não tive o privilégio de conhecê-lo pessoalmente, apenas pelo Twitter. Mas  ficou muito claro que foi um torcedor/blogueiro que sempre lutou pelo que julgava  melhor para o Figueirense, sem qualquer tipo de pretensão. Nunca ganhou nada, escrevia por amor ao clube que torcia. Teve o reconhecimento de imprensa e até de torcedores rivais. Será que não merecia o mínimo de consideração com o Figueirense, uma simples nota no site oficial que fosse? No mínimo, lamentável.

Entre tantos outros desmandos, trata o Figueirense como se fosse propriedade de um grupo seleto de pessoas, os ditos verdadeiros alvinegros, que pensam da mesma forma, como se fosse algum tipo de verdade absoluta. Os discursos fervorosos e de estilo populista se contradizem com algumas práticas adotadas. A falta de coerência reina em muitos casos (vide Estadual de 2010). Sem falar na questão do setor D, o estatuto do clube e por aí vai.

Entretanto, o que me deixa mais perplexo é a aprovação disso tudo por parte de alguns torcedores, os tais  verdadeiros alvinegros,  que num passado não muito distante, eram extremamente radicais com as atitudes tomadas pela antiga gestão e hoje batem palmas pras mesmas coisas ou as defendem com unhas e dentes. Não admitem erros e creditam a responsabilidade de fatos incontestáveis a terceiros, nunca a linha de frente. E fazem isso a troco de quê? Interesse? Pensam da mesma forma, de verdade? Não posso afirmar nada. Fica a interpretação e a consciência de cada um.
Já ouvi/li dessas pessoas que transparência no futebol não existe, história pra boi dormir. Até consigo entender quem pensa dessa forma, já que vivemos num país onde a Lei de Gerson fala mais alto, contudo o discurso do atual presidente, o inquestionável,  não foi sempre defendendo a transparência? Mentira? O que dizer em relação a isso?

É claro que há gente competente no comando do Figueirense. Chico Lins e Renan Dal Zotto, por exemplo, fazem com muita competência suas atribuições. O departamento de marketing (tirando o episódio da camisa azul) cresceu muito e vem acertando na maioria das ações praticadas. Mas e o resto?

Não teria o menor problema em vir aqui e fazer um post reconhecendo que estou  enganado sobre isso tudo que escrevi. Diferente de muitos, meu orgulho não é tão grande a ponto de não poder admitir meus equívocos. Para isso acontecer, basta me provar o contrário. Assim como a maior parte da torcida, gostaria que essas dúvidas que citei, que são só algumas no meio de tantas, fossem esclarecidas da forma que o presidente sempre gostou de salientar na sua campanha presidencial: com transparência. Até lá, seguirei defendendo os interesses do meu clube de coração, administrado por quem quer que seja.

11 dezembro 2011

O retorno do blog - Agora vai!

Salve, maior de Santa Catarina!

Depois de um longo inverno, consegui finalmente tempo para utilizar este espaço. Quase jogado as traças, o blog agora volta a todo vapor. Pra quem lembra do início, o layout do blog mudou novamente (acho que pela 3ª vez). Fachada mais simples, sem muitos penduricalhos, algo que torna mais fácil a manutenção do blog, sem perder muito tempo, já que este que vos escreve está com o tempo cada dia mais curto. Faz parte.

Por hoje, fica só a parte de "pré-inauguração" do blog, pra deixar avisado, já que as atividades de segunda-feira me obrigam a acordar cedo e não posso me estender muito. Amanhã tem post "inaugural". Quem sabe já não comento algo sobre o novo treinador e/ou novos reforços? Essa semana promete ser cheia e movimentada nas dependências do Orlando Scarpelli.

Aos novos e velhos seguidores, sejam todos bem-vindos (mais uma vez)! Agora vai!

12 março 2011

Observações

  • Não é só a troca de comando. O Figueirense precisa de reforços, peças de reposição. É verdade que tem atleta que ainda nem estreiou e/ou com poucas oportunidades. Porém, tem gente que já demonstrou não ter qualidade suficiente para vestir a camisa alvinegra. Acredito que já devem estar pensando nisso. Ou vão esperar o fim da Série A pra trazer o pacotão de rejeitados?
  • A maior parte da imprensa diz que o Figueirense tem o melhor time do campeonato. Mas quando é a vez de dar o palpite das rodadas, em 90% dos casos, é de derrota ou empate alvinegro, quando muito, uma vitória magra. Incoerência ou a paixão fala mais alto?
  •  O Figueirense tem o melhor time, o melhor ataque,  defesa sólida , aplica goleadas goleadas além do espetáculo a parte em campo e não agrada. O Real Madri do Carianos termina em 8º o turno, joga de forma mediocre, tem um ataque pífio, perde em casa pra times que brigam para não cair e ainda assim, conseguem se entusiasmar com o time, acreditam que será o campeão estadual.
  •  Adivinha quem é o time que mais leva público aos gramados em Santa Catarina? Alguém tem dúvida? Isso também não é novidade pra ninguém além de se tornar  um assunto repetitivo. Quem é mesmo a maior e mais fiel torcida do estado?
  • Sabe aquele time que tem a torcida fim de feira, que só vai na boa fervorosa, apaixonada, que sempre vai aonde o time estiver? Pois é, tiveram a média espetacular de 3.826 torcedores por jogo. Quinto maior público do campeonato. Que moral, heim!?
  • Quando há um lance polêmico contra o Leão Banguela, sempre se escuta essa frase se você por essa camera, fica claro que não foi nada. O juiz acertou! A camera dita, geralmente é aquela que filma o céu ou a torcida, ou seja, não mostra nada, logo, não foi nada mesmo!

Trocou 6 por 5?


Ele não terá vida fácil no Orlando Scarpelli. O sucessor de Márcio Goiano, que além de tudo é idolo da torcida, terá que fazer o possível e o impossível para agradar a exigente torcida alvinegra. Jorginho chega como aposta e com uma enorme desconfiança de todos. Será que realmentre foi acertada a troca do capitão alvinegro pelo ex-auxiliar técnico da seleção do Brasil?

Desde que eu acompanho futebol,  não lembro ter visto em nenhum lugar do mundo uma torcida (80% dela) se "revoltar" contra os dirigentes do clube pela demissão de um treinador.  É claro que os números de Márcio Goiano como comandante e a história dele no Figueirense são motivos mais que suficientes para esse tipo de manifestação. Afinal, foi ele quem pegou aquele time totalmente bagunçado, com jogadores de pouca expressão, muitos deles questionados, e transformou numa equipe forte, agressiva, de toque de bola refinado e de muita qualidade, enfim, uma máquina de fazer gols que garantiu o vice-campeonato da segunda divisão, consequentemente, garantindo uma vaga na elite do futebol nacional em 2011.

E mesmo assim mandaram o cara embora. Mas por qual motivo? Pelo fato de ter perdido a decisão do turno em casa, mesmo tendo o melhor ataque, a segunda melhor defesa? Não, evidente que não.  Não há duvida que foi apenas o estopim para uma série de divergências fora das quatro linhas.

Pra quem me conhece sabe que sempre tive algumas ressalvas com MG no comando. Tem potencial para ser um grande técnico, contudo peca em determinadas situações. Ao meu ver, ele mexia mal na equipe em algumas partidas. Sempre fazia as mesmas substituições e praticamente não modificava o   esquema tático, tornando o time previsível, além de não trabalhar nenhuma jogada ensaiada ou algo do genero. E isso me preocupava, não para o estadual, mas para a Série A, onde o bicho pega pra valer.
Até acredito que a hipótese de trocar o comando técnico do time deveria ser levada em conta, mas não por uma aposta, por um profissional que não tem conquistas significativas como treinador. Como jogador Jorginho foi brilhante. Como técnico, não ganhaou absolutamente nada. Se Goiano seguia com desconfiança, como uma incerteza, uma incógnita, uma aposta, então que ficasse com MG, já que tem a vantagem de conhecer o time, os jogadores e assim por diante. Nesse aspecto, trocaram seis por meia dúzia, ou melhor, seis por cinco.

O que me deixa um pouco apreensivo em relação a vinda de Jorginho é que ele tem um grande histórico de "confusões" em seu pequeno currículo de técnico. No América-RJ queria mudar o mascote do time ( O Mequinha tem como mascote um diabinho), na seleção, como auxiliar, a lista é grande.
A primeira impressão que tivemos de Jorginho no Figueirense não foi das melhores. O empate contra o JEC no meio da semana em Joinville desceu atravessado e as modificações feitas pelo treinador influenciaram diremanente no resultado. É claro que ele não teve culpa quando Wellington desperdiçou duas chances claras de liquidar a partida ainda na etapa inicial de jogo. Porém a opção de jogar com três volantes de marcação prejudicaram muito o desempenho da equipe no decorrer da partida. Acredito que vamos precisar, em algumas partidas da Série A, jogar um pouco mais defensivamente, mas sempre mantendo na medida do possível o estilo de jogo que nos levou aonde estamos no momento: jogando pra frente, fazendo muitos gols. Que tenha servido de lição: dessa forma, retencada, não vamos a lugar nenhum.

Resumindo: não gostei da saída de Marcio Goiano e a chegada de Jorginho. O que tem que ser feito é dar tempo ao novo treinador, deixá-lo demonstrar seu trabalho além de provar para todo mundo que os dirigentes estavam certos em trocar Goiano, vitorioso porém teimoso, por Jorginho, simplesmente, uma incógnita. Paciência é a palavra chave no momento.