27 fevereiro 2012

Notas de segunda-feira

Joinville, Chapecoense, Metropolitano e Leão Banguela. Acredito que a briga pelas três vagas restantes fique entre estes. Não vejo o Criciúma em condições para brigar no returno. Pelo menos não com esse time.

Ainda acredito que Marcílio Dias e Brusque sejam rebaixados. Disparados os dois piores times do campeonato. Talvez o Camboriú entre no páreo. Mas ao meu ver, caem os dois primeiros.

Figueirense precisa abrir o olho com o Joinville. A vinda de Argel deu um novo ânimo a equipe da cidade do balé . O time é bom. Vai crescer no returno.

Dos 5 maiores públicos do Estadual, 4 pertencem ao Figueirense. Ouvi dizer que Figueira não é mais o trem pagador de Santa Catarina.

A maior torcida então...

O Procon precisa fiscalizar os estádios de futebol de Florianópolis. Tem time fazendo propaganda enganosa escancaradamente. "Maior e mais apaixonada torcida de Santa Catarina". Cômico se não fosse bizarro

Aliás, será que algum jogo desse ano conseguirão colocar um público superior a 7 mil torcedores? Talvez o Camboriú, quem sabe...

E aquele time encaixado, que joga com determinação, garra, que tem como treinador um estrategista, o sr. Estadual?! Por onde anda?

Goleiraço o ex-goleiro da Seleção Sub-20! A linhagem Mãos de Lactuca sativa segue bem representada

Será que o cabelo de um certo lateral não merece uma matéria de destaque, como aconteceu em outra oportunidade? 

Márcio Goiano vem aí. Tenho dito!

Deu a lógica: O turno é nosso

Incontestável. Figueirense fez jus ao favoritismo, a qualidade de seu elenco e garante vaga nas semifinais do Campeonato Catarinense, levando o simbólico título do turno. Tinha dito desde o princípio que não havia time melhor que o Figueirense neste campeonato, mesmo que isso não fosse garantia de sucesso. Ainda bem que deu a lógica, a superioridade técnica falou mais alto e o Alvinegro conquistou de forma justa a primeira fase da competição.
O time do Camboriú, querendo por água no nosso chopp, cometeu, ao meu ver,  um grande equivoco e pagou caro pela "ousadia": partiu com tudo pra cima do Figueirense. Grande parte do primeiro tempo deu um sufoco daqueles, pressionou e encurralou o Figueira de todas as formas. Mesmo assim, era nítido que seria fogo de palha. Um time visivelmente limitado fisicamente e tecnicamente não conseguira manter essa postura durante 90 minutos, jogando justamente contra um adversário superior em todos os aspectos. E assim aconteceu. Após todo aquele impeto inicial, o Figueirense tomou as rédeas da partida e a goleada veio ao natural. 

Apesar da conquista com todos os méritos, o time não está totalmente encaixado e Branco precisará fazer alguns ajustes na equipe para o returno , principalmente lá atrás. O jogo contra a fraca equipe do Vale do Itajaí, mais uma vez mostrou a instabilidade dos zagueiros, a dificuldade para sair jogando e falhas de posicionamento. Os laterais, que apresentam características ofensivas, apoiam pouco o ataque, quase nunca vão a linha de fundo, além de apresentar uma enorme dificuldade para marcar. Pra quem acompanha, venho falando disso há alguns posts e certamente neste returno jogos mais difíceis e disputados virão, já que alguns grandes terão que jogar muita bola para conquistar uma vaga entre os quatro melhores e brigar pelo título e os que estão na rabeira farão de tudo para escapar da degola. E o Figueirense precisa estar preparado para os próximo desafios e manter a mesma pegada, tendo em vista que o índice técnico determina quem decide o mandante da última partida das finais.

Discordo totalmente quando dizem que o título caiu no colo do Figueira. Ninguém consegue um aproveitamento de quase 75%  na sorte. É verdade que é preciso aprimorar o coletivo e que a individualidade é o que vem fazendo a diferença a nosso favor. Mesmo um pouco longe do ideal , o fato é que ainda assim, fomos melhores que os demais, gostando ou não. E o hino sem empatia segue como a música do momento na capital dos catarinenses.

24 fevereiro 2012

Notas de sexta-feira

Voltei de férias. Estou reorganizando as coisas e acredito que a partir de segunda-feira os posts sairão com mais frequência e não atrasados 

Não apresentou um futebol de encher os olhos, mas jogou bem. Figueirense jogou pro gasto e fez o placar ao natural, sem fazer esforço contra um adversário muito fraco. O time começou um pouco afobado. Poderia ter sido um placar mais elástico ainda.

Branco parece ter encontrado o time ideal pro Estadual. Aparentemente a síndrome de Professor Pardal foi embora e tomara que nunca mais volte. Escalou bem e mexeu melhor ainda.

Gostei da entrada de Toró. Mesmo jogando pouco, fez sua melhor exibição até agora com a camisa Alvinegra.

Franco Niell precisa jogar mais. Não comprometeu porém fez uma partida discretíssima. Muita vontade mas até agora não mostrou nada efetivamente. 

Pra quem queria a cabeça de Julio César, o camisa 11 deu a resposta em campo. Jogou muito. Achei o Imperador Alvinegro mais magro que das outras partidas deste ano. Essa parada fez muito bem ao Júlio. Segundo ele, não está 100% ainda. Imagina quando estiver.

Acredito que Brusque e Marcílio Dias não escapam do descenso. Equipes muito ruins. Já vi times melhores de ambos. 

Líder, dependendo apenas de si para ser campeão do turno, jogando contra um adversário muito inferior tecnicamente. Certeza de nada. Jogo complicado e que deve ser levado muito a sério. Não tem nada ganho. Pés no chão e canja de galinha não fazem mal a ninguém

O primeiro e o segundo colocado tem o mesmo número de pontos, dois a mais que o terceiro. Contudo pra alguns, o campeão será ou o primeiro ou o terceiro. Alguém consegue me explicar o motivo?

E aquela time encaixado, bem estruturado, com um estrategista como treinador por onde anda?

Márcio Goiano voltará muito em breve a Santa Catarina, especificamente para Florianópolis. Quem viver, verá!

22 fevereiro 2012

É bem por aí

O último jogo do Figueirense disputado na temporada até agora foi justamente contra o seu maior rival. No maior clássico de futebol de Santa Catarina, a meu ver, o Figueirense venceu um jogo que teve dois tempos distintos para o Alvinegro e mostrou a Branco qual esquema tático deve ser adotado a partir de agora.

O primeiro tempo foi fraco tecnicamente para ambos. O adversário tinha a posse de bola mas não chegava com perigo ao gol de Wilson, aquela história do namora mas não beija. Atribuo essa falsa superioridade do adversário ao buraco no meio-campo que deixou o ataque quase isolado, consequência do esquema com 3 volantes enterrados a frente da defesa proposto por Branco. Não sou nenhum expert em esquemas táticos porém venho batendo de frente (o que muita gente também reclamava) desde que Branco adotou esse jeito de jogar: com esse esquema, ofensivamente, teremos dificuldades com Roni isolado na sozinho na criação, já que os laterais (um pouco melhor com a entrada de Guilherme na esquerda) ainda deixam muito a desejar no apoio ao ataque. Alguém tem de encostar em Roni pra auxiliá-lo na distribuição de jogadas aos atacantes.

E foi exatamente isso que Branco fez na segunda parte da partida. A mexida no time com a entrada de Luiz Fernando no lugar de Toró deixou o Figueirense muito mais perigoso e objetivo. O time trabalhava melhor as jogadas, se organizou melhor em campo, o setor defensivo teve uma leve melhora, já que o adversário não chegava com tanta frequência ao ataque tendo que se preocupar um pouco mais em marcar os nossos meias. E num lance em que Luiz Fernando e Roni trabalharam  juntos, deu no que deu: gol e vitória do Figueira no nosso salão de festas

Acredito que a principal lição do último clássico serviu para provar a Branco que o esquema de 3 volantes, até então adotado pelo treinador, não é  tão eficiente quando se tem a opção de jogar com dois meias de criação, seja Fernandes, Botti ou Luiz Fernando. Aí é aquela dor de cabeça boa que todo técnico gosta de ter. Que seja assim contra o Brusque. Com as peças que temos, posso estar errado porém acredito que  a melhor forma de jogar seja bem por aí.

09 fevereiro 2012

Notas de quinta-feira

Quando escrevi "temos o melhor elenco do Estado", não quis dizer que tudo está perfeito. Fazendo a comparação com outros times de Santa Catarina, temos o melhor elenco, individualmente falando

Dizer que "tudo está perfeito" com Pablo e João Paulo fazendo pataquadas a cada partida, a defesa, no geral, deixando muito a desejar e o meio campo com dificuldades pra jogar, só sendo lunático. E os lunáticos ficam do outro lado da ponte.

E não significa que este elenco não precisa ser reforçado. Para o nível deste Estadual, mesmo presenciando cenas lamentáveis durante os jogos, da pro gasto. Pra Série A e Sul-Americana, a situação muda de figura...

Digo que pro Estadual está bom porque tem jogador, com qualidade, pra estrear ainda. Fernandes, por exemplo

Pra encerrar o assunto e deixar claro: temos uma boa base, a tal espinha dorsal. O que precisa é o treinador encontrar o encaixe ideal das "vértebras" e, principalmente num futuro bem próximo (Série A e Sul-Americana), agregar valores a essa "espinha".

Pablo tem tudo pra roubar a vaga....de Coutinho! Que desgraça...

Fred, o primeiro mandamento do zagueiro diz: "jamais jogarás a bola para o meio de sua própria área"

Gostei do futebol de Guilherme. Melhor lateral até agora. Mas precisa perder peso. Tem a acrescentar

Mesmo tendo minhas ressalvas sobre Aloísio, vive um grande momento. Vem jogando muito bem. Dois golaços ontem. Muita vontade e raça. Continuo achando jogador de Estadual

E tudo o que mais quero é queimar a língua, vir aqui e dizer que estava equivocado em relação ao seu futebol. Esse ano é a grande chance dele.

Não entendi até agora a entrada de João Paulo e o esquema de três zagueiros que escancarou o meio campo do Figueirense

O Criciúma naquela altura abdicava de jogar. Só pensava em não tomar mais gols. O sexto gol estava quase saindo. Com a mexido, tudo isso mudou

E a desgraceira só não foi maior porque a equipe da terra do carvão é muito ruim. Menos mal...

Como disse, Branco opta pelo caminho mais difícil para montar a equipe. Há um ar de Professor Pardal nas suas ações e nas entrevistas.

Vale a reflexão: se não ganharmos o turno, o cirurgião entrará em cena? Ah coerência...

Temporada com fortes emoções em 2012?

Não  mudei de opinião. Muito pelo contrário, reafirmo com toda a convicção o que escrevi no post passado: mesmo não sendo garantia de sucesso, atualmente o Figueirense tem o elenco de melhor qualidade do Estado. Prova disso é que perdemos  apenas um jogo até agora e estamos conquistando pontos não por ter um esquema tático (???) eficiente ou um time encaixado e entrosado. Vencemos pelos talentos individuais que temos no plantel. A meu ver, a partida de ontem deixou essa observação bem evidente. Basta acompanhar as jogadas que resultaram em gols: só na base de lances individuais. 
A meu ver o principal problema está no coração do time. O meio campo não está compactado, há um buraco enorme entre ataque e defesa e o esquema com três volantes, que jogam enterrados na frente do sistema defensivo, irá matar qualquer meia armador que jogue na função. Se não aproximar um jogador para ajudar o camisa 10 a distribuir o jogo, essa dificuldade se arrastará até o fim da temporada. O que impressiona é que mesmo jogando com três cabeças de área, o time adversário chega ao gol de Wilson com extrema facilidade.
E pra piorar, os laterais não dão suporte ofensivo suficiente, o que seria uma solução para desafogar um  pouco o meio. E mesmo com essa falta de apoio ao ataque, conseguem deixar uma avenida para os adversários avançarem rumo a nossa defesa. Não há sintonia com a zaga, que bate cabeça durante os noventa minutos.
É nessa hora que o treinador faz a diferença. É a hora em que Branco deve justificar o motivo pelo qual a diretoria o trouxe. Entendo que é muito complicado montar um time novo depois de uma debandada tão grande (leia-se desmanche) como aconteceu ano passado.No entanto parece que Branco optou em seguir pelo caminho mais difícil para executar essa árdua tarefa. 
E mesmo assim, Branco é o profissional mais indicado para fazer a montagem do novo Figueirense?
A insistência em alguns atletas que demostram não ter a mínima condição de jogar com a camisa alvinegra (Pablo, por exemplo), o posicionamento do time e as alterações confusas e equivocadas no decorrer das  partidas põem em dúvida se realmente o atual comandante alvinegro está preparado para tal atribuição. A falta de experiência pesa muito nessas horas, o tal do feeling de técnico que Branco não tem ainda. Um grande jogador ou um competente dirigente não gabaritam ninguém a se tornar um bom treinador, definitivamente. 
Minha visão das coisas até este momento pode estar errada. Não tenho solução pra tudo e nem sou o dono da verdade. Contudo é  evidente e necessário que se façam mudanças no time. Caso contrário, o ano será assim, com forte emoções até o final da temporada.

03 fevereiro 2012

Notas de sexta-feira

Não poderia deixar passar batido. Tirando os jogos, qualquer evento do Figueirense começa com atraso de uma hora no mínimo. É falta de organização da produção em checar a montagem do evento ou é chique esperar? Fora os discursos de babação de ovo desnecessários. Reconhecer é uma coisa, puxar saco e fazer mais do que realmente é outra completamente diferente. Falta de respeito com o torcedor

Vendo da minha cadeira, na hora tive quase a certeza de que o lance do pênalti em cima do Aloísio contra o Metrô não foi absolutamente nada. E hoje, acompanhando pela TV, vi que realmente o jogador se atrapalhou sozinho com a bola. Erro crasso do árbitro.

E esse equívoco da arbitragem no jogo do Figueirense ontem causou uma histeria descontrolada nas Cinderelas Azuladas do Carianos. Teorias conspiratórias brotam aos milhares pela rede. Mais do mesmo.

Até entendo esse tipo de atitude. Afinal para alguns torcedores (principalmente blogueiros) é mais comodo criar  teorias conspiratórias a criticar o ridículo futebol apresentado por seu time até hoje, que sofre pra vencer jogos tranquilos.

De todos os gols anotados (6), um só marcado por atacante, o camisa 10 mal sabe correr com a bola e o destaque do time é um zagueiro-volante-meia caneludo que a cada três jogos fica um de fora. 

E a maior torcida do mundo do Sul da Ilha continua fazendo bonito. Média de público de três mil é de causar inveja as torcidas de BOA, Americana, América-MG e São Caetano. Não é pra qualquer um mesmo!

O meu time tem site oficial e o seu?

Não ter site oficial também conta pro certificado ISO?

Ponto de vista: Figueira até agora

Mesmo ausente por um bom tempo das redes sociais, acompanho diariamente, principalmente, o cotidiano do Figueirense e alguma coisa dos adversários de Estadual. O nível do campeonato é fraco: os clubes de pequeno investimento nunca compram tão mal e os "grandes" patinam no campeonato e fazem exibições muito abaixo do que se espera. Até o dia de hoje, não vi nenhum adversário que tenha apresentado um futebol de igual ou melhor qualidade que o time Alvinegro. Mesmo com esse favoritismo momentâneo, o Furacão precisa melhorar bastante em alguns aspectos para nao repetir a dose do estadual de 2011
A saída inevitável de jogadores (leia-se desmanche) esculhambou com uma das mais poderosas armas do Figueirense nos últimos 2 anos: as laterais. É claro que todos sabiam que seria muito difícil encontrar substitutos à altura de Bruno e Juninho tendo as limitações financeiras que o Figueirense apresenta. Mas os que vestiram a camisa alvinegra até agora não mostraram motivos relevantes e convincentes para serem os donos da posição. Pablo é a má vontade em pessoa. Me passa a impressão de que está aqui contrariado. Parece não ter o mesmo comprometimento com o time como os demais atletas. Fora isso, é fraco na marcação e apoia mal o ataque. E isso não é de hoje. Léo é garoto e tem potencial. É o oposto de Pablo. Porém, acredito que não seja o momento para ser o titular da lateral. Penso que deveria entrar no decorrer das partidas em 2012, ganhar mais experiencia e daí sim, ano que vem se tudo der certo, lançá-lo como titular, até numa forma de preservá-lo e diminuir as chances de queimar uma cria da base. Já na esquerda, Hélder é o que já conhecemos: esforçado, voluntarioso e dedicado. Nada mais que isso. Um bom reserva, no máximo. Resta esperar as estreias de Guilherme Santos e Mario Saldivar e torcer pra que joguem muito mais do que seus companheiros.
Fred parece ser um bom zagueiro. Fez boas apresentações até o momento. O problema é que seu companheiro de posição, João Paulo, não vem dando conta do recado. Desde o início da Série A do ano passado não vive um bom momento. É notório. Não seria a hora de Sandro estrear na zaga do Figueirense?
Vejo as maiores críticas em relação ao meio campo, principalmente na criação. As jogadas de ataque são  em esmagadora maioria pelo meio, o setor fica sobrecarregado e em determinados momentos do jogo o negócio não anda. Ano passado quando acontecia essa paralisação na criação, tínhamos dois laterais que ajudavam a desafogar as jogadas no meio, o que não acontece no elenco atual. O estilo de jogo mudou mas é fato que sofremos com a Maicondepêndencia: ainda não temos o jogador que carimba as jogadas no meio campo, aquele que inicia as jogadas de criação. Doriva, o substituto, a meu ver, pelo que tem apresentado e por suas características, está mais para Túlio do que para Maicon. Com Fernandes, Botti e Roni em condições de jogo, Branco terá mais qualidade e mais opções de esquema. Quem sabe não é um desses três o "novo Maicon"?
O ataque vai bem, obrigado. Mesmo Julio César estando um pouco descalibrado (o que é normal pra início de temporada) é um atleta que dispensa observações. Aloísio mostra que sua praia é o Estadual e deixou sua marca em todas as partidas até agora. Heber é o de sempre e Niel até agora agradou nas vezes que entrou.
Ainda é cedo pra fazer qualquer tipo de avaliação mais precisa do atual time do Figueirense e de Branco. Faltam alguns ajustes para que o time tenha um bom encaixe. Contratações agora? Acredito que não seja necessário. Melhor aguardar as estreias de quem está na espera. Não é garantia de nada, mas até agora temos o melhor elenco da competição. Acredito que com essas peças ajustadas de forma correta nas suas respectivas funções e manter o que vem dando certo, temos condições de fazer bonito neste campeonato.

24 dezembro 2011

Notas de Sábado

  • Me preocupa  a nova composição de time/elenco do Figueirense para 2012: muitas apostas (a começar pelo treinador), jogadores desconhecidos (ou pouco conhecidos), atletas encostados em seus clubes anteriores ou com passagens por clubes de pouca expressão. Não que isso seja algum tipo de garantia de insucesso, mas a meu ver, pra quem afirmou com tanta veemência que o Figueira irá alçar vôos mais altos na próxima temporada, disputando competições em alto nível, não poderia ter montando um time com tantas apostas como tem sido feito até o presente momento. Afinal, apostas são apostas: podem dar certo, ou não.
  • Muitos vão dizer que W.Nem, Julio César e Edson Silva também chegaram com status de aposta no Scarpelli e vingaram. E de fato jogaram o fino da bola em 2011. Porém quem fizer um rápido levantamento de quantos jogadores chegaram neste ano como apostas e quantos deles não renderam (ou nem jogaram), pode chegar a conclusão de que os erros foram maiores que os acertos. Como disse anteriormente, isso não é nenhum tipo de regra ou verdade absoluta. Contudo o quero dizer é que o risco de não dar certo é eminente, visto o discurso acalorado de quem garante e tem tanta certeza do sucesso do clube ano que vem.
  • Não estou dizendo que para conquistar algo maior, a receita seja trazer Lucas, Neymares ou Ronaldinhos da vida, fazer investimentos astronômicos  e loucuras na aquisição de jogadores. Todos sabemos das limitações financeiras do Figueirense. Mas há bons jogadores no mercado, que não são apostas e estão num patamar acessível ao Figueirense. Rodriguinho do América-MG, por exemplo. Matéria-prima de qualidade tem, só depende de quem vê ou de interesses de quem contrata.
  • E o Fernandes? Renovou ou não? Roberto Alves afirma que sim. Até agora nenhum pronunciamento oficial. Por quê já não fazem um contrato maior com o maior artilheiro da história do Figueirense de uma vez e acabam com essa novela que aparece todo fim de ano? A história de que F10 não é rentável por se tratar de um jogador veterano é a maior desculpa esfarrapada do mundo. Partindo desse princípio, por quê renovaram com Túlio, que é um pouco mais velho que Fernandes? Falando em lucratividade, que vantagens financeiras o Figueirense teve até agora com Coutinho, há mais de 2 anos aqui, bem mais novo que Fernandes e apresentando o futebol que todos nós conhecemos?
  • Fernandes provou neste ano que ainda tem condições de jogar em alto nível. Joga o Estadual com um pé nas costas e tem muito a acrescentar ao Figueirense nas demais competições que disputará. E ao contrários do que já disseram, F10 é muito rentável ao clube sim, dentro e fora de campo. Tirando a  inquestionável qualidade técnica do camisa 10, ainda há aquele negócio que muitos chamam de Maketing, não tem? É só saber explorar
  • Uma questão que esqueci de abordar no post passado e não poderia deixar passar batido: Maicon,que foi transferido para o São Paulo, tinha contrato até 2013.Quanto o Figueirense ganhou ou ganhará no negócio? Não vi ainda ninguém se manisfestar sobre valores até agora
  • Perece que querem dizimar tudo o que era da gestão passada. Se for levar ao pé da letra, a limpeza deve começar num nível hierárquico muito mais acima do que estão fazendo...

17 dezembro 2011

Não existe mais bobo no futebol

O futebol evoluiu. Consequentemente, tudo o que gira em volta do esporte mais popular do mundo também evoluiu. O torcedor de hoje não se contenta apenas com a campanha do clube numa competição, quem entra e quem sai do time, quem é o treinador e títulos. Vai muito mais além. Quer se inteirar de tudo o que acerca o clube: finanças, patrimônio, planejamento, gestão entre outros tópicos relacionados ao futuro do seu time. Quer vê-lo crescendo mais a cada ano, sempre de forma sólida e responsável.

Não é exclusividade nossa, mas vejo os dirigentes do Figueirense tentando empurrar a antiga concepção de futebol a todo custo ao torcedor, como se fosse o suficiente e a verdade absoluta. Quaisquer questionamentos, a resposta é sempre a mesma: "temos que entender que a campanha deste ano foi boa". 

E de fato foi. É inegável. Um time que disputava  a segunda divisão, vivendo uma grande instabilidade financeira e administrativa, regressar a elite do futebol nacional, terminar em sétimo colocado, brigando por título e Libertadores até as rodadas finais é algo grandioso realmente.

Mas como será ano que vem? Certamente a torcida quer que se repita a dose. Um time que se destaca numa competição sempre sofre assédio de outras equipes de maior poder econômico. Uma perda ou outra será inevitável. Contudo, por quê não investir na permanência de alguns atletas? Não será  mais lucrativo dobrar o salário de um jogador de bom nível ao invés de trazer dois atletas medianos com os mesmos valores, fora a questão de inchar o plantel? Os que serão negociados, quanto o clube ganhará? Esse dinheiro será aplicado onde? Quais investimentos o clube pretende fazer? Dinheiro próprio? Quem financiará? E a forma de pagamento? Por quê a venda dos direitos de Juninho aconteceu na metade do ano e só divulgada agora?

Quando feitas essas indagações, os dirigentes alvinegros falam por horas mas não dizem nada. Ficamos com aquela sensação de que não obtivemos respostas, deixam tudo no ar, subentendido. Só não entendo por quê fogem tanto pela tangente ao invés de responder com clareza e objetividade perguntas tão simples. O que tem a esconder? Não primam pela transparência? Por quê não compartilhar essas informações com quem se preocupa de verdade é a razão do clube existir?

Abordo esses assuntos não por implicância a esse ou aquele dirigente (ela vem como consequência de promessas e atitudes tomadas pelos mesmos). Cobro porque não quero que o Figueirense passe por maus momentos no futuro e não tenha que relembrar a campanha vitoriosa de 2011 com saudosismo, como se fosse algo difícil e complicado de se repetir. Tivemos um susto em 2008 e quase fomos fadados a viver do passado, quando pensávamos que tudo estava mil maravilhas. A hora de cobrar  é agora, quando a situação está tranquila e favorável. Acredito que aprendemos esta lição.

Como já disse em outras oportunidades, a cobrança será a mesma, não importa quem estiver no comando.O futuro depende do que é feito no presente. Se colhe o que se semeia. Não existe mais bobo no futebol. Principalmente, o torcedor.